Quem é o Pepa
Eu vim de longe. E não esqueci o caminho.
Nasci em Várzea do Poço, na Bahia. O décimo segundo de catorze filhos. Meu pai era pedreiro
e criou toda a família com as próprias mãos.
Cheguei em Brasília em janeiro de 1987, no porta-malas de uma Caravan, com um travesseiro
que minha mãe me deu na despedida. Era tudo o que eu tinha.
Meu primeiro emprego foi de copeiro no Hotel Nacional. Acordava às 4h da manhã, pegava o ônibus e
entrava às 6h para passar o café dos hóspedes. À noite, fazia bico em uma estofaria. De madrugada,
estudava para concurso. Passei. Em 1994, virei servidor público em Planaltina — a cidade que me
adotou e que eu escolhi para viver.
Moro na Vila Vicentina até hoje. Mesmo bairro, mesma rua, mesma vizinhança. Ninguém precisa
perguntar onde eu fui parar depois que virei deputado: é só bater na porta.
Fui gestor cultural, cenógrafo da Via Sacra do Morro da Capelinha, criei grupo de teatro e animei
quadrilha na Vila Vicentina. Casei com a Cida em 1990 e criei minha família aqui.
Minha fé começou na paróquia, mas o meu mandato não cabe numa igreja só. Ando com o
Conselho de Pastores Evangélicos de Planaltina, com as igrejas independentes, com a
Cruzada Evangelística e com o Vale do Amanhecer.
Cada qual com a sua fé — e todas fazendo Planaltina.
Perdi duas eleições antes de ganhar uma. Em 2022, Planaltina me deu a maior votação da história da cidade.
Eu sou a prova de que trabalho muda o destino de uma pessoa. É por isso que eu não consigo parar de trabalhar por quem ainda está no começo dessa história.